quinta-feira, 3 de agosto de 2017

ARCABOUÇO ACADÊMICO | GESTÃO MUNICIPAL

O que podem os prefeitos brasileiros?

O debate sobre a gestão municipal no Brasil assume que os governos subnacionais têm autonomia na formulação e execução de políticas públicas. Marta Arretche (FFLCH-USP) discutirá esta premissa e suas implicações para a formulação de políticas nas cidades. Para ela, a descentralização da execução de políticas é compatível com a centralização da autoridade sobre políticas públicas. "Distinguir quem formula políticas de quem as executa permite inferir que, no caso brasileiro, embora os governos subnacionais tenham um papel importante - e até mesmo pouco usual em termos comparados - no gasto público e na provisão de serviços públicos, suas decisões de arrecadação tributária, alocação de gasto e execução de políticas públicas são largamente afetadas pela regulação federal", afirma a pesquisadora.

Quando? Qui, 10/08, às 14h
Sala de Eventos do IEA - Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Butantã, São Paulo/SP
Transmissão pela web www.iea.usp.br/aovivo
ARCABOUÇO ACADÊMICO | CHAMADA DE ARTIGOS

O próximo número da Proa - Revista de Antropologia e Arte tem como objetivo compreender o embate suscitado por artistas e gestores públicos acerca da definição do que seja arte, bem como dos espaços pelos quais ela pode ou não circular de maneira legítima. Desse modo, partindo de uma perspectiva antropológica, serão recebidos artigos que pensem as diferentes modalidades de produção cultural que tenham a rua tanto como espaço de produção, recepção e circulação, quanto como tema de reflexão. Interessa contribuições que girem em torno dos eixos como o das institucionalizações, representações, práticas, e a relação desses com a produção de subjetividades. 

Prazo para submissão: 15 de agosto de 2017
Mais informações e submissão AQUI

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

ARCABOUÇO ACADÊMICO | CIDADES

Cidades Inteligentes e Sustentabilidade Urbana são discutidos em evento da USP e Consulado da Dinamarca


Especialistas analisam soluções para a cidade de São Paulo com base em iniciativas de sucesso de Copenhagen em temas como energia renovável, transporte público, redução de emissão de CO2, estrutura cicloviária e sistema de esgoto

O Centro Universitário Maria Antonia da USP (CEUMA) irá sediar no dia 9 de agosto, às 9h30, a mesa redonda De Copenhague a São Paulo: Cidades Inteligentes e Sustentabilidade Urbana. O evento, em parceria com o Innovation Centre Denmark do consulado dinamarquês em São Paulo, marca o encerramento da exposição Vida urbana e arquitetura sustentáveis na Dinamarca, que está aberta ao público gratuitamente até 10 de agosto.

Com foco no desenvolvimento da cidade de São Paulo, o objetivo do debate é usar a exposição e a experiência dinamarquesa como inspiração para discutir, com uma abordagem interdisciplinar, como é possível tornar as cidades "mais inteligentes" e sustentáveis.

Foram convidados para participar da mesa professores e pesquisadores brasileiros que trabalham com a temática por diferentes perspectivas e que já desenvolveram projetos em parceria com instituições dinamarquesas:

Prof. Dr. Marcelo Romero, pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da USP e docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP 

Profa. Dra. Roberta Kronka, docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP 

Profa. Dra. Myrna Nascimento, diretora do CEUMA e docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP 

Prof. Dr. Luiz Carlos Silva, docente da Faculdade de Engenharia Elétrica da UNICAMP 

A participação é aberta ao público, gratuita e serão emitidos certificados. As vagas são limitadas e as inscrições são feitas pelo e-mail matcan@um.dk.

Trazida a São Paulo pelo centro de inovação dinamarquês, a exposição Vida urbana e arquitetura sustentáveis na Dinamarca aborda políticas públicas que foram implementadas na Dinamarca nos últimos anos, transformando espaços urbanos e trazendo mais qualidade de vida aos população local.

Dentre as iniciativas sustentáveis do governo dinamarquês, destacam-se os investimentos na malha de transporte público e na infraestrutura para ciclistas, essenciais para a redução do número de veículos em circulação.

Com um forte investimento em energias renováveis, a Dinamarca, um dos maiores produtores de turbinas eólicas do mundo, também tem o objetivo de acabar com o uso de combustíveis fósseis até 2050. Atualmente 40% da rede elétrica dinamarquesa é gerada com a força do vento.

Quando? Qua, 09/08 as 9h30
Onde: Centro Universitário Maria Antonia da USP (CEUMA) - Rua Maria Antônia, 294 - Consolação, São Paulo
*Evento livre e gratuito, mas requer inscrição em matcan@um.dk
ACONTECE POR AQUI | CONFERÊNCIA

“POLÍTICA x JUSTIÇA: Qual o futuro da democracia?”

Diante dos desafios colocados para a democracia no Brasil e no mundo, a Fundação Friedrich Ebert (FES) quer contribuir para a reflexão acerca do que significa e o que se deve esperar de uma República democrática. Mas o que esperar das instituições? Quais mecanismos podem ser utilizados de maneira a garantir um funcionamento republicano de todos os poderes e instituições públicas? Como resolver as tensões entre Política e Justiça?

Diante destes questionamentos, a Fundação Friedrich Ebert (FES), a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e o Instituto Novos Paradigmas (INP) organizam a Conferência Pública “POLÍTICA x JUSTIÇA: Qual o futuro da democracia?”, que contará com a presença de Herta Däubler-Gmelin e Tarso Genro.

Herta Däubler-Gmelin é advogada, Ex-ministra da Justiça da Alemanha, Professora de Ciência Política na Universidade Livre de Berlin e atualmente preside o grupo de Direitos Humanos do SPD. 

Tarso Genro é advogado, Ex-Ministro da Justiça e Ex-Governador do Rio Grande do Sul.

Quando? Terça, 08/08 às 19h
Inscrições AQUI
ACONTECE POR AQUI | VOLTA ÀS AULAS 

Espianes, as férias acabaram e estamos de volta em mais um semestre letivo!! Bora se organizar?

A GRADE HORÁRIA já está atualizada e disponível no site da faculdade, bem como os PLANOS DE ENSINO das próximas disciplinas.

Já temos eventos programados e o Seminário FESPSP 2017 recebe inscrições até 14/08, clique aqui para fazer sua inscrição e saber mais.

Desejo a todos e todas um bom retorno, e que possamos juntos fazer mais um semestre produtivo e cheio de conhecimento.


terça-feira, 4 de julho de 2017

ARCABOUÇO ACADÊMICO | CHAMADA DE ARTIGOS

DOSSIÊ "Desafios da atuação de antropólogxs: Problematizando a formação, ética e narrativas de trabalho"

A Áltera – Revista de Antropologia do Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal da Paraíba (PPGA/UFPB) está com processo de submissão para o Dossiê "Desafios da atuação de antropólogxs: Problematizando a formação, ética e narrativas de trabalho", com a seguinte chamada:

"Há uma concepção compartilhada de que o trabalho dxs antropólogxs é voltado apenas para a produção e reprodução de conhecimento acadêmico, ao mesmo tempo em que, cada vez mais, cientistas sociais atuam nos mais diferentes setores da sociedade utilizando sua formação de modo aplicado. Laudos, perícias, consultorias, diagnósticos sociais, produção de filmes engajados para a mobilização social, avaliação e elaboração de políticas públicas são apenas algumas das áreas de trabalho dxs antropólogxs. Esse dossiê visa a problematizar as mais diferentes dinâmicas que desafiam a atuação dessxs profissionais, desde a busca ativa de espaços de inserção no mercado de trabalho, bem como a atuação em lugares já consolidados, nos quais essxs profissionais falam como especialistas ou ainda precisam se esforçar para que suas propostas aplicadas tenham ressonância. São bem vindos artigos e relatos de experiência que discutam a formação dxs antropólogxs diante da pouca frequência de disciplinas nos cursos de na graduação e pós-graduação que instrumentalizem xs estudantes para sua atuação no mercado de trabalho; artigos que problematizem como a formação ética dxs graduadxs e mestres encontra entraves quando aplicada fora do universo da pesquisa acadêmica; narrativas de trabalho que possibilitem a construção da expertise dxs antropólogxs atuando em contextos interdisciplinares e/ou cuja atuação não tenha sido prevista para um/a profissional de sua formação. Interessa-nos, ainda, discutir as formas como são desenvolvidas pesquisas sob encomenda em termos de negociação de prazos e demandas e as formas como são devolvidos os resultados de pesquisas para públicos específicos; reflexões sobre o tipo de escrita dos textos produzidos nesses ambientes de trabalho, além da descrição de cursos/disciplinas sobre o mercado de trabalho da Antropologia. O dossiê aceitará também ensaios fotográficos sobre os locais de trabalho dxs antropólogxs e sobre os dilemas encontrados na aplicação profissional da Antropologia."

Prazo para submissão: 1º de outubro de 2017
Mais informações e submissão CLIQUE AQUI

sexta-feira, 30 de junho de 2017

ACONTECE POR AQUI | Programa de Tutoria Voluntária (PTV)

Com a finalização do semestre letivo encerramos também o Programa de Tutoria Voluntária (PTV) da ESP do 1° semestre de 2017. Portanto, é necessário que enviem os Relatórios de Tutoria conforme disponível AQUI

Somente com o envio deste relatório é possível solicitar compensação das Horas Complementares.

A prazo de envio é até a próxima terça-feira, dia 04/07/2017.

É necessário preencher todos os campos de identificação e deve ser preenchido um relatório para cada tutor e para cada disciplina.

Qualquer dúvida estou a disposição.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

ACONTECE POR AQUI | CHAMADA DE ARTIGOS


A Revista Alabastro - revista eletrônica das alunas e alunos da FESPSP está com chamada aberta para sua 9ª Edição, para compor o Dossiê "Direitos Humanos e Sociedade"!!

Neste Dossiê especial “Direitos Humanos e Sociedade” a Revista Alabastro em parceira com o Núcleo de Direitos Humanos da FESPSP, convoca trabalhos que interroguem, de um ponto de vista crítico e interdisciplinar, as implicações culturais, políticas e econômicas envolvidas nas práticas e lutas sociais em torno dos Direitos Humanos no Brasil e no mundo. A Declaração Universal de 1948 estabeleceu os Direitos Humanos como um critério jurídico e um valor normativo a ser seguido, burlado e/ou violado pelos Estados nacionais signatários, sendo que no Brasil seus princípios foram oficialmente incorporados apenas 40 anos depois, na Constituição de 1988.

Os “tempos sombrios” atuais apontam uma forte rejeição ao conceito de universalidade dos direitos, fazendo com que o marco dos Direitos Humanos experimente o pior momento desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Com isso, muitos de seus fundamentos vem sendo dilapidados devido a intensidade dos conflitos sociais, crises econômicas e guerras sem fim - contra o terror, contra as drogas, contra a corrupção - que transbordam, contestam e alteram as formas de regulação definidas pela justiça e o direito. Considerando a complexidade dos discursos, atores e instituições que se têm estruturado em torno dos Direitos Humanos, este Dossiê propõe uma visão ampliada sobre diferentes tópicos conectados ao tema. Serão aceitos artigos científicos, resenhas, traduções, análise de material audiovisual e produções poético-literárias, que apresentem revisões da literatura, estudos de caso, análise de políticas públicas específicas, além de experiências artísticas, de intervenção e militância no campo dos Direitos Humanos.

Prazo para submissão: 30 de junho de 2017.
Os trabalhos podem ser redigidos em português, inglês ou espanhol e devem ser submetidos para avaliação no site da Revista Alabastro

ARCABOUÇO ACADÊMICO | LANÇAMENTO

Lançamento do livro A Crise das Esquerdas, que conta com textos e entrevistas dos professores Aldo Fornazieri, Carlos Muanis, Carla Diéguez, Carlos Melo, Moisés Marques e Rodrigo Estramanho de Almeida.

Descrição
A Crise das Esquerdas reúne importantes intelectuais brasileiros em ensaios e entrevistas, e tem o mérito de abordar sob diferentes enfoques temas relevantes, como o que significa ser de esquerda na atualidade. Após décadas de hegemonia neoliberal, não são programas e políticas de esquerda que se apresentam como alternativa, mas nacionalismos conservadores e de direita. Na América Latina, experimentou-se um momento de ascensão de governos progressistas, para então haver um retrocesso, com derrotas eleitorais e deposição de presidentes eleitos – como foi o caso do Brasil, do Paraguai e de Honduras. O que há de errado com as esquerdas? Seria o resultado de uma crise civilizatória, com o declínio dos valores do humanismo, da justiça e da igualdade? Os programas de esquerda teriam perdido a capacidade de dialogar com os novos grupos sociais emergidos da revolução tecnológica? Neste livro, intelectuais – professores e ativistas – se reúnem para indicar a resposta a estas e a outras indagações que perturbam a militância e o pensamento das esquerdas. O livro reúne textos e entrevistas de: Cícero Araújo, Guilherme Boulos, Renato Janine Ribeiro, Ruy Fausto, Sérgio Fausto, Tarso Genro, Aldo Fornazieri, Carlos Muanis, Carla Regina Mota Alonso Diéguez, Carlos Melo, Moisés Marques e Rodrigo Estramanho de Almeida.

Quando? Sex, 23/06 às 19h
Onde: Livraria Cultura do Conjunto Nacional, Av. Paulista, 2073 - Consolação
Mais informações aqui



ARCABOUÇO ACADÊMICO | EVENTO


Amanhã a professora Carla Dieguéz participará do evento "Repensando a Justiça no Planejamento Urbano-Regional de Sistemas Alimentares" com a proposta de repensar a questão do ponto de vista da empresa de alimentos urbanos (do Inglês urban food enterprise - UFE) conforme apresentada pelo urbanista Richard Nunes (Universidade de Reading)

Conforme apresentado no escopo do encontro, as UFEs são práticas comerciais socialmente inovadoras que buscam respostas alternativas e locais aos sistemas alimentares convencionais, desde insumos até a recuperação de recursos e gerenciamento de resíduos. No entanto, o pluralismo das práticas da UFE como alternativa às práticas alimentares convencionais está longe de ser coerente.

A tradição do pragmatismo e do pluralismo é utilizada para examinar essa combinação de atividade empresarial em um período de experimentação não resolvida para o planejamento de sistemas alimentares urbanos.

As questões que isso levanta são duas:

- "O que significa planejar quando pensamos sobre a criação de sistemas alimentares urbano-regionais sustentáveis e saudáveis?"

- "Como avançamos nesta agenda através da lente da 'justiça alimentar' ao abraçar a multiplicidade de formas de praticá-la?"

O autor argumenta que uma compreensão das práticas e do poder de justiça alimentar no planejamento de sistemas alimentares não deve ser atribuída ontologicamente, mas sim ser adotada como um conjunto de ecologias políticas emergentes e co-evolutivas.

Conferencista
Richard Nunes (Universidade de Reading)

Comentarista
Ana Lydia Sawaya (Unifesp e IEA-USP)
Carla Regina Mota Alonso Diéguez (Fespsp)
Patrícia Jaime (FSP-IEA)
Thais Mauad (FM e IEA - USP)

Moderação
Marcos Buckeridge (IB e IEA - USP)

Quando? Sex, 23/06 as 14h
Onde: Sala de Eventos do IEA, rua da Praça do Relógio, 109, bloco k, 5º andar.

Para participar é preciso fazer inscrição por este link: https://goo.gl/g1ugPo
O evento estará disponível ao vivo pela internet! Mais informações aqui

segunda-feira, 12 de junho de 2017

ACONTECE POR AQUI | REVISTA ALABASTRO

A 8ª edição da Alabastro está no ar!

São artigos, ensaios e análises de materiais audiovisuais que buscam contribuir com reflexões no campo das ciências sociais. O conteúdo completo está disponível em http://revistaalabastro.fespsp.org.br

A Revista também está com chamada aberta para submissão de trabalhos para compor o Dossiê “Direitos Humanos e Sociedade” previsto para a 9ª edição. Confira mais detalhes na página do Facebook.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

COLUNA | PENSANDO NUM FILME... por Bruno Mussil


“Eu, Daniel Blake”: aproximações com aspectos contemporâneos do capitalismo líquido e flexível

O belo filme “Eu, Daniel Blake” do cineasta Ken Loach trás à tona a história de Daniel Blake (interpretado por Dave Johns), um senhor de 60 anos que sofreu uma grave parada cardíaca enquanto trabalhava, que o impossibilitou de realizar atividades que demandam esforço, segundo seus médicos, com risco de novas lesões cardíacas caso voltasse a trabalhar em sua dura profissão de carpinteiro. 

Viúvo, sem filhos ou parentes próximos, Daniel Blake deve sua sobrevivência ao Estado. Vive um drama constante e diário pelos duros caminhos da burocracia estatal para conseguir receber o seguro desemprego ou a aposentadoria por invalidez que lhe garante uma pequena renda mensal que mal lhe auxilia no pagamento das contas domésticas. Assim, nesses árduos percalços burocráticos, Daniel é constrangido, humilhado, e vê-se perdido numa nova era (a era informatizada, online e tecnicista) – uma era que deixa paralisado no tempo àquele que não se rende ao novo mundo computadorizado – na qual conhece a jovem mãe solteira de duas crianças: Katie (Hayley Squires). 

A emblemática figura de Katie que luta
pela sobrevivência de sua família 
Katie é uma figura emblemática. Mãe solteira, ela também precisa do Estado para garantir a sobrevivência de sua família num pequeno e velho apartamento doado em Newcastle. Desempregada e longe de sua família londrina, Katie mergulha na angústia de não saber o que o futuro lhe reservará segundo após segundo, dia após dia. Como consequência, Katie chega a prostituir-se para conseguir dar um pouco de dignidade aos seus filhos que, assim como Daniel e Katie, veem seu caráter sendo corroído (para citar Richard Sennett) frente aos desafios da marginalização característica do capitalismo contemporâneo. 

Tal angústia, citada acima, é em parte explicada pela estrutura moderna do trabalho que, desde nosso processo de socialização à vida adulta, nos leva a negar o fracasso e a possibilidade de sua ocorrência, como afirma Sennett “o fracasso é o grande tabu moderno (...) a literatura popular está cheia de receitas de como vencer, mas em grande parte calada sobre como enfrentar o fracasso” (SENNETT, p.141, 2005). 

O filme aborda o desespero de ficar face-a-face
com o fracasso somado ao descaso do Estado
Katie e Daniel Blake, consequentemente, desesperam-se ao ficarem face-a-face com o fracasso somado ao descaso do Estado para com as pessoas em condição desoladora – que Karl Marx (2015), se assistisse o filme de Ken Loach, facilmente identificaria como parte do Lumpemproletariado (indivíduos que fazem parte de uma massa de pessoas arruinadas, flutuantes, e sem rumo). 

Daniel Blake, portanto, é um filme de nosso tempo de incertezas: nosso mundo líquido, no qual todas as instituições que considerávamos concretas assumem a fragilidade e flexibilidade líquidas anunciadas por Bauman (2007). Com o Welfare State não foi diferente. O Estado do bem-estar social, tão aclamado durante o século XX por apresentar-se como a saída do capitalismo às sérias crises cíclicas que assolaram o sistema econômico mundial, também é colocado em xeque. Sua liquidez se expressa na incerteza e fragilidade das personagens perante o Estado burocrático e as exigências flexíveis do atual mercado de trabalho. 

Referências Bibliográficas
BAUMAN, Zygmunt. Tempos líquidos. Zahar, 2007.
MARX, Karl. O 18 de brumário de Luís Bonaparte. Boitempo Editorial, 2015.
SENNETT, Richard. A corrosão do caráter: impactos pessoais no capitalismo contemporâneo. São Paulo: Record, 2005.

terça-feira, 30 de maio de 2017

ACONTECE POR AQUI | MESA DE DEBATE

Mesa de debate sobre “Museologia entre as Ciências da Informação e as Ciências Sociais” com mediação de Isabel Cristina Ayres da Silva Maringelli.

Sobre os participantes do debate:
- Daniel De Lucca: bacharel em Geografia (USP), professor e diretor do Núcleo de Direitos Humanos da FESPSP, doutor em Ciências Sociais pela UNICAMP/CNPQ-Capes, mestre em Antropologia Social (USP/FAPESP);
- Lia Dias Laranjeira: bacharela em Ciências Sociais, com concentração em Antropologia (UFBA), doutora em História Social (USP/FAPESP) e mestra em Estudos Étnicos e Africanos (UFBA);
- Juliana Monteiro: museóloga pela Universidade Federal da Bahia, com especialização em Gestão Pública pela FESPSP; 
- Simone Silva: doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP).

Quando? Sex, 09/05 as 19h30
Inscreva-se aqui

ACONTECE POR AQUI | AULA ESPECIAL



"QUESTÃO AGRÁRIA, TERRITORIALIDADES E DIREITOS ÉTNICOS"

Serão realizadas na FESPSP duas aulas especiais sob o tema "Questão agrária, territorialidades e direitos étnicos" com a presença de Talita Lazarin Dalbó, antropóloga pela USP, e Danilo Valentin Pereira, geógrafo pela UNESP, no dia 31 de maio. Já no dia 7 de junho é a vez de falarem: João Paulo Pires Perestrello, analista agrário do INCRA e Patrícia Borba de Souza, advogada pela Mackenzie.

Quando? 31/05 e 07/06, as 19h30


sexta-feira, 26 de maio de 2017

ACONTECE POR AQUI | FESPSP 84 ANOS

A nossa faculdade, a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, está completando 84 anos e em comemoração teremos um evento especial amanhã, sábado, a partir das 9h.

Confirme sua presença aqui